Vamos a algumas opiniões de bons jogadores de como jogar contra maníacos na mesa. Aqueles que aumentam muito forte mão sim, outra também. Ou aqueles que vão all in gigantesco num pote pequeno.
Fabiano Lemos:
“A minha concepção de jogo esta relacionada aos jogadores da mesa. Adapto meu estilo e se a mesa é tight, jogo loose e se a mesa é loose jogo tight. Acho que há duas maneiras de se jogar contra jogadores agressivos, no qual acredito me enquadrar na maioria das vezes:
1- Jogar extremamente tight, esperando uma mão premium. Podemos fazer slowplay, apesar de não aconselhar tanto esta jogada, já que bons jogadores agressivos, normalmente são bem criativos e às vezes temos que saber largar estas mãos. E, além disso, fica uma jogada extremamente óbvia, então prefiro jogar a dificuldade de leitura contra estes bons jogadores. Mas contra jogadores totalmente maníacos, sem técnica nenhuma é uma jogada facilmente executável.
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Voltamos para analisar dessa vez uma outra mão jogada em limites baixos. Vamos a ela:
Stack médio 800 fichas- 8 pessoas na mesa
Blind 2/5
UTG é um jogador ultra loose e entra de limp.
Herói (imagem de bom jogador loose agressive) em posição, no botão, tem
e aumenta para 20.
BB paga e UTG também.
Flop:
rainbow. O flop não é dos piores. Herói fica com duas pontas para seqüência e uma over card, além de um flush na última carta. Herói é um bom jogador e pode jogar esse flop em posição e extrair valor ou tirar os oponentes do pote. Há 62 no pote.
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Como prometido na última coluna, vamos analisar um exemplo de mão jogada em limites baixos:
Herói (bom jogador que no momento estava jogando no estilo loose agressive) 400 fichas
Três jogadores entram limp no pote e Herói tem QT no Cut Off e resolve dar call. Botão folda, SB e BB completam.
ANÁLISE: Gosto dessa variada, pois aumentando todas as vezes em posição, jogadores entram de limp com mãos Premium, querendo fazer slow play para te dar a volta. PONTO POSITIVO
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Quando se joga em limites baixos, há uma enorme diferença no nível dos jogadores. Oh… não falei nada que não se saiba, mas é que às vezes, não nos damos conta de como é tão mais fácil. Praticamente não existe blefe. A maioria dos jogadores está no nível 2 e, alguns, no nível 3 de pensamento (vide outra coluna “Dominando o Hold`em parte III”). Nesse tipo de jogo, apostamos sempre pelo valor (às vezes valor com o terceiro par do bordo!).
Às vezes, a pessoa vai te pagando pesado, com chances de 8% no flop! E você com a trinca, só vai pensando o quanto ainda pode extrair dali. Não se preocupe: SEMPRE HÁ UMA PAGADOR! E se o jogo está agressivo, então… É all in gigante no flop com top pair e outro pagando o all in com flush draw! Uma festa. Não importa se o top pair é um 6 com kicker de Q e o outro tem flush draw com high card 8.
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Antes de iniciarmos esse tópico, um aviso: VOCÊ NÃO É AZARADO!!!!
E não é sortudo também. Ninguém é sortudo ou azarado e se você se vê de uma das duas maneiras, você se colocará numa posição em que tomará decisões erradas. Se você perder 10 flush draws seguidos, então a chance de fazer um flush na próxima vez é a mesma de fazer na primeira mão que você perdeu ou em qualquer outra mão com flush draw.
Então porque a maioria dos jogadores tendem a achar que são azarados? Por duas razões: a primeira é a que a maioria dos jogadores é perdedora (e quando a pessoa perde, pode colocar a culpa na sua falta de habilidade de dominar aquela mesa ou no azar). É sempre mais fácil atribuir sua derrota ao azar e se estas derrotas são consistentes ao longo do tempo, a pessoa pode decidir que ela simplesmente é azarada ao invés de enfrentar a realidade de seu jogo, ou que ela não é tão boa quanto às pessoas com quem está jogando. A segunda razão é que o azar tende a ficar guardado na sua cabeça mais tempo do que a sorte. A gente sempre se lembra das bad beats que sofremos, mas esquecemos com maior facilidade aquelas que damos.
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Fechando a análise das últimas colunas sobre as leituras de jogadores à mesa, veremos os níveis de pensamento em cada um deles, ou o chamado “metagame”.
Como vimos anteriormente, podemos classificar nossos oponentes como agressivos, passivos, loose, tight, enganadores. Também podemos categorizá-los em diferentes personalidades e motivações. Juntos, esses dois métodos nos dão uma poderosa ferramenta de leitura de cada jogador.
Agora, veremos uma terceira forma de análise que fará sua leitura ainda mais poderosa. São os chamados “níveis de pensamento”. Há diferentes níveis em que o jogador pode pensar, sendo cada um mais desenvolvido e complexo do que o outro.
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